24 Dezembro 2009

Caneta, Lente e Pincel



Estou colaborando neste projeto incrível : http://canetalentepincel.blogspot.com/
Meu 1º conto chama-se Tempat Bagi Orang Yg Terlantar. A video-colagem é de Diego Kern Lopes.


Sobre o Projeto :

Caneta, Lente e Pincel potencializa a arte. Cada post contém três obras: a imagem, o texto e o conjunto das duas, que ganha um título, dado pelo escritor. Os escritores recebem a imagem sem qualquer nome ou comentário para, inspirados nela, criarem um texto.
Nas rodadas múltiplas de três o processo se inverte, de modo que os textos passam a inspirar as imagens

Para ler meu conto, clique aqui:

389



Vida de detetive é assim. Ficar horas bizoiando a vida dos outros. A barriga começa a roncar. Estou em frente ao edifício 389, Praça Rui Barbosa. Só na tocaia. O centro está agitado. Final do ano é esta merda, as lojas ficam abertas até tarde e acontece a porra do Natal do Palácio Avenida. Agora uma multidão vem em direção à praça para pegar os ônibus. Todos coloridos, com enfeites de néons que piscam. Esta é a moda deste ano. Ali perto da Zacarias tem um monte de camelô vendendo. Tiaras, badulaques, varinhas do Harry Potter. Muitos aproveitam para encher a cara e a festa vira azaração. No final da noite, gritam bêbados de uma esquina à outra. Eu sei por que meu escritório fica ali no Tijucas, em plena rua XV. Até prefiro estar trabalhando há esta hora. Músicas do Natal são insuportáveis. Estou aqui no edifício 389 desde as seis. Nada da Bernadete até agora. Sim, investigo um caso de traição. Para variar. Na verdade não posso reclamar. Graças a Deus me apareceu um trabalho. Estava no osso. O cliente me adiantou cem mangos, aproveitei para pagar a água que já iam cortar. Agora surge um grupo de manos vestidos com roupas de inverno. Como estes caras agüentam andar com blusas forradas de pêlos nesta época do ano. Tá, eu sei que Curitiba não é um Rio de Janeiro, mas porra, para mim isto é calor! Certa vez investiguei assaltos numa padoca no Uberaba, fiquei sabendo que existe um grupo chamado gangue da Xuxa. São desta laia de manos aí. Eles gostam das cores rosa e azul bebê. Patético. Falta do que fazer. As meninas andam feito umas bonecas bizarras, cheias de penduricalhos na cabeça.
Já é quase meia-noite. Tudo indica que não vai dar em nada. Ninguém entra, ninguém sai do edifício 389. Desço do carro para esticar as pernas. Na Ruiba, um movimento intenso de ônibus amarelos. As filas estão gigantescas. A tia do cachorro-quente vendendo a bangú! O povo vai se aglomerando para embarcar. São os últimos bondes da noite, depois só madrugueiro. Atravesso a rua para observar o edifício de longe. Apenas dois carros estacionados em frente. O meu e um Pálio preto. Na janela do terceiro andar, piscam luzes coloridas. Deve ser uma televisão ligada. Só consigo ouvir a algazarra da rua. Cheiro de pipoca e bacon aumenta minha fome. O prédio número 389 fica perto do 239. Já investiguei um magrão neste outro. Casado com uma mulher e dava o rabo para um colega que morava aí. Como o sujeito morava no primeiro andar, consegui filmar subindo naquela árvore. Cena ridícula né? Ônus da profissão. Trabalho com a sujeira, sou um urubu que não encosta o bico no cadáver. Minha missão é descobrir e registrar. Passo adiante. A parte suja mesmo fica pros meus clientes. Fico sabendo só depois, nas páginas da Tribuna. Acontece direto, de passar na banca e ver foto de cliente meu na capa do jornal no outro dia. Fueda, mas fazer o quê. Que se matem. Eu não vou ficar levando os problemas deles pra casa. Já bastam os meus. Quase sou atropelado por um grupo de mulheres com carrinhos de bebês agora. Cada uma com um churros na mão. O alvoroço vai diminuindo quando os ônibus partem, lotados. Olho em direção à XV e vejo apenas alguns bêbados retardatários vindo em direção à praça. Você pode estar se perguntando por que uso esta mochila do Batman. É para não entregar que sou um detetive. Quem suspeitaria de um velho de bigode e mochila do Batman? Tá certo que meu paletó xadrez não é nada discreto, mas pô, este não largo mão. Tenho vários inclusive! Cara, dentro desta mochila carrego vários xurumbambos. Microfones-caneta, filmadora, grampos, gravadores, maquina fotográfica. Um verdadeiro arsenal de trecos. Nunca sei quando vou precisar. Tenho também um uniforme de funcionário do correio, já me ajudou diversas vezes. Estas fantasias são úteis. Certa vez entrei numa festa de bacana vestido de Skrek. Filmei o freguês fodendo a amante na mesa de bilhar. Porra e o cara me viu filmando e nem pestanejou. Continuou metendo, vai ver curtiu o fetiche. Transar com o Shrek voyeur filmando. Hehe. Cada um... Aquela noite me dei bem! Fora os quitutes, que eram muito bons e eu até levei para casa o que sobrou. Fiquei amigo do garçom, que separou uma bandeja só de coxinhas para mim. Ponta de lança!
Acho que todo detetive é meio voyeur. Lembro que quando criança eu gostava de espiar as vizinhas com um binóculo. Depois, chegava perto e era uma decepção. Espinhas, pele manchada. Às vezes acontecia também das meninas serem maiores do que eu. Hehe. No meu trabalho também é assim, quanto mais mergulho no caso, a podridão aumenta. Uma coisa leva a outra. Começa em adultério, depois vira assassinato e por aí vai. Procuro fazer apenas o necessário. Filmo, fotografo e vazo. Já cheguei até a mandar fotos por internet e o cliente depositou na minha conta. Simplificou a minha vida criar um site, cara! Que mão na roda! Entra lá quando puder: www.detetivemadureira.com.br. Têm pouca coisa ainda, mas lá você encontra meu email, contatos e textos explicativos. Foi o filho de um cliente meu que montou o site pra mim. Ele é webdesign, design, designer... Não sei como fala. Sabe né? Viadinho que trabalha com isso, desenha e o caralho. Ele vai fazer umas animações melhores mês que vêm para mim, talvez até criemos um personagem detetivesco. Mas o foda é que to sem grana agora para pagar o piá. Tenho que esperar entrar mais trabalho. No final do ano costuma ser meio lento mesmo. O pessoal volta ao ambiente familiar, faz uma moral com a patroa ou marido. O bicho pega mesmo durante o ano, em viagens de trabalho, sabe. Dizem que Brasília sim é uma cidade boa para trabalhar como detetive. As dondocas lá têm grana e são mais independentes. Fora o pessoal que trabalha na cidade, mas possui família em outra. Tenho um colega que mora em Brasília e me conta umas histórias por email.
Cara, que fome dos diabos! O movimento do natal passa e a praça volta a ficar silenciosa. Só uns uivos aqui e acolá. Percebo que a pastelaria do China ainda está aberta e caminho até ela. Está sempre aberta, isso que é bom. Uma vez até durante jogo da Copa. Os Chinas não ligam para as festividades. Querem é vender!
No balcão, uma garota de jaqueta esconde o rosto atrás de um capuz peludo, mas desvenda um grande cofrinho atrás, que chega nem a ser um cofrinho, e sim um carro forte. Peço um pastel de carne e um Chocomilk para a Chinesa que me pergunta algo que eu não entendo e respondo “Sim”. Eu nunca entendo o que ela fala. E nem ela a mim. Serve-me o pastel numa bandeja de plástico e bate a garrafinha de Chocomilk para agitar o chocolate do fundo. Bate bastante. Nem precisava tanto, mas acho que se empolga. Expressão e atitude de samurai. Pego meu jantar e me acomodo na primeira mesa, perto da porta onde posso ver o meu fusca e o 389. Gosto daqui porque o pastel está sempre morno, nunca é feito na hora. Odeio comer pastel quente, você dá aquela primeira dentada e quase queima a boca. Fora que o calor impede de sentir o gosto. Um sofrimento desnecessário.
É, parece que meu expediente hoje vai terminar por aqui. Nenhuma informação nova sobre a Bernadete. Têm dia que é assim. Morno como este pastel.
(foto por Nr Calmon)

23 Dezembro 2009

Burks



"Quando não estou escrevendo, ou pensando em uma história, não há vida em mim. Mas quando estou escrevendo, ah, é diferente! Eu gosto de escrever, tenho que escrever ou enlouqueço. E quanto mais quero escrever, mais as palavras se atropelam para chegar ao papel. Fico feliz. Estou tão interessado no resultado de minha história quanto vagamente espero que meu leitores estarão - embora nessa hora eu não pense em leitores ou editores ou nada mais, exceto no trabalho de colocar a história no papel. Ela queima dentro de mim, tentando sair..."

Arthur J. Burks



*A.J. Burks foi um autor das pulp magazines. Entre elas, Astounding Stories, Weird Tales & Strange Tales. Escreveu histórias de detetive, ficção científica e de faroeste.

11 Dezembro 2009

Blog da Lama



Agora a Lama possui um blog também! Será um canal de comunicação entre os colaboradores da Lama e seus leitores. Registraremos nossas pesquisas, idéias, bem como as novidades sobre as próximas edições =) Está aberto a todos que quiserem contribuir. Seja com novidades sobre literatura, design ou até mesmo sugestões para a revista.


01 Dezembro 2009

Matérias sobre a Lama

Saíram matérias muito legais sobre a Lama:

A 1ª foi escrita pelo Daniel Ribas, jornalista e escritor do Rio que me entrevistou num café , em Ipanema sob um ar condicionado violento que me fez esquecer por uns instantes em que cidade eu estava. Gostei de sua análise crítica e dos comentários sobre os contos. Daniel faz parte do ótimo projeto http://www.canetalentepincel.blogspot.com/ , idealizado por Renato Amado. O qual inclusive fui convidado a participar. Em breve falo mais sobre isso. Adquiri contos deles e de outros autores, numa coletânea de contos do clube da Leitura. É o volume I. Com ilustrações de Fábio Lyra, Sama, S.Lobo e Johandson Rezende. O link da coletânea é este aqui: http://www.baratosdaribeiro.com.br/clubedaleitura/modo-de-usar-vol-i/

E a matéria do Daniel para o Almanaque Virtual:

http://almanaquevirtual.uol.com.br/ler.php?id=22462&ANALISE:+REVISTA+LAMA


A 2ª saiu no Homem Nerd, escrita pelo Álvaro Domingues. O conheci no lançamento da Lama em São Paulo, na livraria Pop. Fã e leitor de ficção científica, escreveu também uma crítica bacana sobre a revista, comentando também, os contos um a um. Vejam!

http://www.homemnerd.com.br/resenha.php?id=8513


E mais :

Matéria publicada no Omelete, escrita pelo Érico Assis:
http://www.omelete.com.br/quad/100023584/Nova_revista_brasileira_reune_contos_pulp_ilustrados.aspx

Matéria no blog Baratos da Ribeiro
http://www.baratosdaribeiro.com.br/voce-vai-se-arrepiar-no-clube-da-leitura-desta-terca-dia-17-de-novembro/

O Livreiro
http://olivreiro.com.br/blog/2009-09-17-yes-nos-temos-pulp

29 Novembro 2009

Lama no Rio



Dia 17 de Novembro 2009

O lançamento no Rio foi incrível. Participei do Clube da Leitura, do sebo Baratos da Ribeiro, em Copacabana. É um evento que acontece uma terça sim outra não. Estavam presentes entre leitores e escritores, pessoas incríveis a quais fui apresentado a Carlos Patati, Daniel Ribas, Renato Amado, Fábio Lyra, Sama (ou Eduardo Filipe).



Daniel Ribas e Ramon Mello


Fábio Lyra, eu e Sama

Na 1ª parte deram-se a leitura de contos clássicos de vampiros, alguns extraídos do livro de Martha Argel e Humberto Moura Neto, O Vampiro Antes de Drácula. Aliás, é sempre muito bom encontrar este casal! Provavelmente neste momento eles estão lá na Livraria Cultura, ao lado de Giulia Moon e Bruno Oliveira, representando a Lama no evento da Virada da Cultura, o qual eu não pude, infelizmente, estar presente.



Humberto Moura Neto e Carlos Patati

Depois lemos contos da Lama 1: O Aleph de Botafogo de Simone Campos, Seu Sangue em Meus Sapatos Engraxados de Ana Paula Maia, Álbum de Família da Martha Argel e eu li o meu, A Ideia. Foi emocionante acompanhar as leituras e ver as pessoas com as revistas em mãos, seguindo as histórias.






Humberto lendo o conto da Martha Argel

Na 3ª parte, autores levaram contos para serem lidos ao vivo em papéis sem identificação. Foram trocados e lidos pelos presentes. Eu participei com meu inédito O Encontro do Camelô com o Diabo. Fui o mais votado junto com o conto de Renato Amado. Fiquei bem feliz! Aliás, todos os contos lidos eram muito bons!
O meu foi lido pelo Maurício, dono do Baratos. Gente boa pacas! Se eu morasse no Rio (ou quando morar) seria freqüentador assíduo deste lugar!

Renato Amado, lendo um dos contos


Maurício escrevendo o título dos contos dos autores no quadro


Fábio Lyra, Ana Paula Maia e Sama


Dia 18 de Novembro 2009











Eu e Heloísa Buarque de Hollanda


Dei uma oficina no projeto livro@futuro promovido pela Oi Futuro! Falei sobre as produções das fotonovelas e da revista Lama, passando videos e trailers. Foi bem legal, os participantes gostaram tanto que as organizadoras me convidaram para uma nova oficina em Fevereiro de 2010. Ela será mais longa e ousada, com duração de 3 dias. Produziremos uma fotonovela em 4 cenários previamente produzidos. Serão 3 grupos de 5 pessoas cada. Assim que tiver mais informações, divulgo aqui no blog.

10 Novembro 2009

Ciclo de Debates Unibrasil

























Hoje participamos do Ciclo de Debates na Unibrasil. Foram twittados os melhores momentos no http://twitter.com/ciclo_de_debate . Aqui os trechos meus e do Luiz Felipe Leprevost:


Leprevost comenta que "há uma satisfação enorme da minha parte de ler bons autores, como a Ana Paula Maia".


Leprevost: eu não tenho dúvida de que se Ruben Fonseca não fosse escritor, seria um assassino. Poderia dizer, então, que a literatura salva!










Leprevost: as revistas exigem, de quem as faz, uma qualidade maior no nível das ideias que serão apresentadas, o material, o formato...

Luiz Felipe Leprevost: não é imprimir apenas uma revista, mas imprimir história.

Ciclo de Debates exibe videoclipe da banda gaúcha Bidê ou Balde, dirigido por Fabiano Vianna, da @revistaLama.











Fabiano Vianna, da @revistaLama: o foco da Lama é literatura. A ideia é materializar as histórias que já escrevíamos.











Fabiano Vianna, da @RevistaLama: um filme como o Anticristo do Lars Von trier abre inúmeras questões por exemplo


Fabiano Vianna, da @RevistaLama: podem existir muitas revistas como a Juliette. As opiniões sobre cinema são diversas.Então você pode escrever muito, refletir muito.

Fabiano Vianna, da @RevistaLama: Apesar do meu site se chamar Crepúsculo, não tenho nada a ver com a obra da Stephenie Meyer. O bom foi que, depois que saiu o 1º filme, a visitação aumentou

15 Outubro 2009

Bastardos Gloriosos









Para quem não leu, posto aqui a matéria escrita por João Pereira Coutinho, na Folha dia 13 de Outubro. Ótimo texto! Só clicar na imagem para ler. Também não deixem de ler os relatos da Ana Paula Maia, outra fanática por Tarantino, no blog dela:


E como diria ela ou o Pernalonga, That´s All Folks!

Bastardos Inglórios

O novo filme do Tarantino é realmente fantástico! Fomos assistir eu, Raka e Leprevost no último domingo, dia 11. Eu já lido esta matéria na Folha há alguns dias, onde eles listam os filmes que inspiraram o diretor nesta empreitada. Mas ler, hoje, depois de ter assistido esta obra prima, torna-se muito mais interessante e pertinente. Preciso agora assistir estes clássicos para entender quais foram suas inspirações. É incrível como Tarantino mescla estas referências todas num mesmo filme e tudo casa de forma fantástica. Western, guerra, psicodelismo, pulp... Realmente ele se supera nos diálogos, depois de Pulp Fiction estava sendo difícil alcançar. Mas os primeiros 20 minutos do filme já mostram a que veio. E não são só os momentos de falação que eu me refiro, mas as pausas silenciosas entre eles. Tarantino é mestre em criar grandes climas. Também cria personagens com características tão fortes que fica difícil aceitar que eles sumam da película. Conversando depois sobre o filme, Leprevost achou a palavra certa para definir: exumação. Sim! Bastardos Inglórios é uma exumação do nazismo. O Tarantino abre a sepultura de Hitler e libera todas aquelas atrocidades lá de dentro. Mas aí ele reescreve a história do seu modo. Conversa com as caveirinhas. Segundo suas próprias palavras: " Meus personagens não existiram". O cinema assume a forma de espectro salvador, onde nós espectadores também podemos atuar e sentir o prazer da vingança, que a estória chama de "vingança judia", mas que eu chamo de "vingança da arte"!

13 Outubro 2009

Lançamento da Lama em Curitiba










O lançamento em Curitiba foi fantástico! Pessoas ilustres foram prestigiar! Até mesmo o vampiro Jaques "the Brand" compareceu. Foi sem sombra de dúvida, uma noite muito agradável! Publiquei as fotos no flickr: www.flickr.com/photos/crepusculo
Dia 21 de Outubro estaremos em São Paulo na livraria Pop. Mais informações sobre pontos de venda, lançamentos e eventos, acesse nosso site : www.revistalama.com.br


28 Setembro 2009

Lançamento Lama













Detetives, vampiros, criaturas, almas penadas, manetas, zumbis, psicopatas, sociopatas & simpatizantes desta corja! Convoco a todos para beber um vinho conosco no Café Quintana, quarta-feira dia 7 de Outubro! Av. Batel, 1440. Em Curitiba, próximo ao Canal 12. Será uma noite muito agradável, onde celebraremos a volta das revistas Pulp às prateleiras das livrarias! Lama!

27 Setembro 2009

Curitiba Noir













Luzes
(Paulo Leminski)

Acenda a lâmpada
Às seis horas da tarde
Acenda a luz dos lampiões
Inflame a chama dos salões
Fogos de línguas de dragões
Vagalumes
Numa nuvem de poeira de néon
Tudo claro
Tudo claro à noite, assim que é bom
A luz
Acesa na janela lá de casa
O fogo
O foco lá no beco e um farol
Essa noite
Essa noite vai ter sol
Essa noite
Essa noite vai ter sol



























Curitiba Noir








































Inspirados pelos olhos fotográficos de Jaques Brand, eu e Leprevost embarcamos numa aventura pela Curitiba Noir. Resolvemos registrar nossos lugares favoritos. Estas imagens foram captadas numa noite de perambulações pelos centro velho. Do crepúsculo ao silêncio da madrugada. Do bar Mignon ao apartamento que fica na esquina d´arte.






























































21 Setembro 2009

Lama em O Livreiro

Saiu uma matéria bem legal sobre o lançamento da Lama no site O Livreiro: "Seguindo as pegadas de Raymond Chandler, Ray Bradbury e Dashiel Hammet, papas do formato, mas também no rastro de autores tão díspares como Machado de Assis, Monteiro Lobato, Viriato Corrêa e Afrânio Peixoto, chega em breve às bancas e espaços de venda mais misteriosos e suspeitos a revista Lama. A ideia é abrir um espaço para folhetins, fotonovelas, romancetes policiais e histórias fantásticas, gêneros por excelência dos pulps, originalmente livros de bolso baratinhos editados em papel barato (ou “polpa”) nos EUA e que também fizeram época no Brasil com títulos como X-9, Lupin, Mistério Magazine e Detetive.

Quem toca o projeto é um pessoal dos melhores, escritores que já transitam à vontade pelos becos sujos e linhas duras do gênero: à frente o editor Fabiano Vianna, das divertidíssimas fotonovelas Crepúsculo, além da escritora e folhetinista Ana Paula Maia, a ornitóloga e vampiróloga Martha Argel, a especialista em caninos sangrentos Giulia Moon, além de gente do calibre de Luiz Felipe Leprevost, Assionara Souza, Daniel Gonçalves, Simone Campos nos textos e estúdios bacanas como o Pianofuzz, Sebográficos e Mopa nos traços. Uma clicância intensiva pelos links leva o leitor a uma bela viagem prévia pela atmosfera do que estará entre capa e capa da Lama. Abaixo, um trailer-tira-gosto da revista."

13 Setembro 2009

Cartaz Lama 1

Este cartaz foi elaborado pelo Pianofuzz, estúdio de design formado por Maikon Nery, Rafael Botti e Edmarlon Semprebom, localizado na cidade de Londrina. O estúdio manifesta-se através da experimentação e da produção coletiva. O site dos caras ainda não está pronto. O endereço é o http://www.pianofuzz.com. Mas você pode conhecer mais sobre os trampos fantásticos deles no flickr http://www.flickr.com/photos/pianofuzz
Para esta arte eles trabalham com recortes manuais e fotografaram as imagens da modelo, Raquel Deliberali, criando desta forma uma composição muito interessante com a sombra desfocada ao fundo. Vejam as imagens aí. A foto original foi clicada por Japa Biet e o diretor de fotografia foi o Bruno Zotto. Esta cena faz parte da fotonovela "17 e 30 já é noite em Curitiba", parte integrante da revista Lama nº1.




























09 Setembro 2009

Trailer 1 Lama 1


Primeiro trailer de divulgação da Lama. Revista impressa que pretende instigar a produção de uma literatura pulp brasileira. Os escritores e ilustradores deste exemplar criaram seus contos de horror, suspense ou realismo fantástico com completa liberdade temática. O resultado englobou temas bem distintos, criando assim uma edição muito rica. Criaturas, psicopatas, vampiros, detetives. Do terror ao suspense. Do realismo fantástico ao horror inimaginável. Contos de: Ana Paula Maia, Fabiano Vianna, Luiz Felipe Leprevost, Assionara Souza, Martha Argel, Giulia Moon, Daniel Gonçalves, Rodriane DL, Gisele Pacola, Simone Campos & Emanuel R. Marques. Artes de: Pianofuzz, Francisco Gusso, Daniel Gonçalves, Yan Sorgi, Mopa, Bruno Oliveira, Sueli Mendes & Firmorama.

http://www.revistalama.com.br/

04 Setembro 2009

YIYI JAMBO













Já ouviram falar da editora paraguaia YIYI JAMBO ?
Os projetos dos caras são bem selvagens e artesanais. Já publicaram o Xico Sá, Joca Reiners Terron, Ronaldo Bressane, entre outros.


Olha o que diz o site deles:


YIYI JAMBO

Libros hechos com tapas de kartón comprado en las calles de Asunción a 1000 guaraníes el kilo y pintadas a mano por el Domador de Yakarés y kolaboradores Yegros,1512 . Asunción, Paraguay.


Para conhecer o site clique AQUI


Publicaram recentemente a Ana Paula Maia também. Segundo ela, o livro tem mais ou menos 50 cm de altura. É grande. A capa é feita de papelão. O conteúdo em folha A4 é costurado nas laterais com o que parece linha de tricô colorida e a capa é pintada bruscamente. É realmente um livro selvagem. Hehe. Estará à venda no site da editora http://yiyijambo.blogspot.com/ em breve.
A edição reúne 3 contos.

02 Setembro 2009

Sinédoque

Para não dizerem que não gosto de poema. Peguei este no blog http://www.texto-al.blogspot.com
Bem legal!

F.


SINÉDOQUE

é sempre a pequena parte que ama: um todo.
nesse todo é a sua pequena parte
que ama: um todo.
dois todos se não amam mutuamente,
excepto as suas pequenas partes.
contudo, as pequenas partes
amam sem se amarem,
cada uma ama um todo, sem distinguir
quaisquer pequenas partes.
a parte que ama nunca é
expressamente amada.
amar um todo é amar: nada.

Sylvia Beirute

23 Agosto 2009

ENTER

Heloísa Buarque de Hollanda é uma ensaísta, escritora, editora, crítica literária e pesquisadora brasileira. É também Professora Titular de Teoria Crítica da Cultura da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, coordenadora do Programa Avançado de Cultura Contemporânea (PACC/UFRJ) e da Biblioteca Virtual de Estudos Culturais (Prossiga/CNPq) e diretora da Aeroplano Editora Consultoria Ltda. Foi também Diretora da Editora da UFRJ e do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro. Este mês ela lançou a ENTER. Mais uma de suas importantes antologias literárias, e na qual eu estou presente como um dos 37 autores selecionados. Fiquei muito feliz com a indicação e felizmente pude estar presente no lançamento do projeto, no rio dia 11 de Agosto. Aproveitei a ocasião para conhecer amigos e pessoas que já admirava de longe como Ana Paula Maia, Ramon Mello, Simones Campos & Michel Melamed. Também tive a oportunidade de conhecer João Paulo Cuenca & Os Sete Novos. Foi muito bom e voltei para Curitiba bastante inspirado.

Meu amigo Ramon Mello escreveu um texto sobre a experiência de trabalhar junto com Heloísa na elaboração desta antologia, relembrando outras aventuras do tipo. Deve ser muito complicado assumir esta posição de selecionar alguns, no meio de tantos. Aqui o post dele:

 

“Depois de organizar o sarau de lançamento do filme PALAVRA ENCANTADA e participar da organização do ENTER - ANTOLOGIA DIGITAL, passei a admirar profundamente pessoas que se colocam a frente de ESCOLHAS: Heloisa Buarque de Hollanda com as diversas ANTOLOGIAS, Chacal com o CEP 20 000, Paulo Scott com o DE MODO GERAL, João Paulo Cuenca com os AMORES EXPRESSOS, Priscila Andrade, Diana de Hollanda e Leandro Jardim com a FL@P!, Marcelino Freire com os MICROCONTOS, Flávio Izhaki com as PROSAS CARIOCAS, Nelson Oliveira com os MANUSCRITOS DE COMPUTADOR, Marcelo Moutinho e Jorge-Reis Sá com o DICIONÁRIO AMOROSO DE LÍNGUA PORTUGUESA, Eduardo Coelho com os DONOS DA BOLA, Luiz Ruffato com as 25/30MULHERES, e tantos outros: PARABÉNS! Não é fácil! - principalmente quando se lida com escritores, poetas e afins. Organizar antologias é quase como organizar eventosde literatura: sempre vai ter alguém de fora reclamando, virando a cara, por não ter participado. Falando bem ou mal, são essas pessoas que promovem a literatura e correm riscos. Manuel Bandeira, organizador do livro APRESENTAÇÃO DA POESIA BRASILEIRA, costumava dizer que “organizar antologias é fazer inimigos”, algo do gênero. Não há dúvidas.” Ramon Mello.

 

Mais textos do Ramon no:

http://www.sorrisodogatodealice.blogspot.com

 

O site da antologia ENTER:

www.enterantologiadigital.com.br

 

Aqui uma análise do Eduardo Coelho, editor da Língua Geral e chefe do Arquivo-Museu de Literatura Brasileira da Fundação Casa de Rui Barbosa.

http://autoreselivros.wordpress.com/2009/08/14/enter-antologia-digital

 

18 Agosto 2009

Leviatã


Ahab usava bastante o termo “Leviatã”, na peça. Eu sempre gostei desta palavra e do significado dela. O Leviatã é uma criatura imaginária, geralmente de grandes proporções, bastante comum no imaginário dos navegantes europeus da Idade Moderna. Ahab considerava Moby Dick como um desses monstros diabólicos. Há referências do termo Leviatã ao longo de toda a história, inclusive no caso do Monstro do Lago Ness. O Livro de Jó, capítulos 40 e 41, aponta a imagem mais impressionante do Leviatã, descrevendo-o como o maior (ou o mais poderoso) dos monstros aquáticos. Quando se levanta, tremem as ondas do mar, as vagas do mar se afastam. Se uma espada o toca, ela não resiste, nem a lança, nem a azagaia, nem o dardo. O ferro para ele é palha, o bronze pau podre. Em outras interpretações, o Leviatã aparece na Bíblia sob a forma do maior dos seres aquáticos, como um crocodilo ou então na forma de um enorme peixe, uma baleia. Leviatã (Leviathan ou Leviatha) também é citado na demonologia como um dos quatro príncipes coroados do inferno. Seu nome vem do hebraico, e significa Serpente Tortuosa, uma referência tanto a sua natureza animalesca como ao seu aspecto oculto. Seu arquétipo refere-se a brutalidade, ferocidade e aos impulsos mais selvagens e incontidos da humanidade. Segundo os escritos de La Légende Dorêe, datados de 1518, Levitã é comparável a um dragão, metade besta e metade peixe, muito maior que um boi e absurdamente mais comprido e rápido que um cavalo. Seus dentes são agudos como espadas e possui chifres em ambos os lados da cabeça.
O Dicionário Judaico de Lendas e Tradições de Alan Uterman afirma que os olhos do Leviatã iluminam o mar à noite e podem ser vistos a milhas de distância. A água ao seu redor ferve com o hálito quente de sua boca, o que o faz ser sempre acompanhado de cortinas de vapor escaldante. O odor fétido do Leviatã pode superar até a fragrância do jardim do Éden, e caso seu fedor lá penetrasse, ninguém poderia sobreviver. De acordo com a tradição cabalística o Leviatã simboliza Samael, o príncipe do mal, que será destruído nos tempos futuros.

17 Agosto 2009

Moby Dick



































Semana passada estive no Rio e fui assistir Moby Dick, uma adaptação de Aderbal Freire-Filho. A montagem foi feita no teatro Poeira, em Botafogo. Na Rua João Batista, uma pequena rua de 2 quadras que começa no portão do cemitério e termina na Voluntários da Pátria. Uma arquitetura muito bonita, bem aconchegante por dentro.

Na entrada, uma imensa plotagem dos homens com cabeça de baleia. Sempre gostei deste livro e da busca insana de Ahab contra as forças malignas e misteriosas que o atormentam. Chico Diaz representa o capitão arrebatadoramente. Obcecado por matar o tal “Leviatã” branco dos mares. Aliás, adoro este termo e um próximo post será sobre ele. Os marujos foram representados por Orã Figueiredo, Isio Ghelman e André Mattos. A viagem durou duas horas, por vezes bruta como necessária à vida no mar. Tempestades, relâmpagos. Você sentia que viajava junto, principalmente pelo fato do teatro ser em forma de arena, circundando o palco, transformado em barco. A platéia virou a tripulação. Os atores se utilizavam de vários artefatos ora para criar os efeitos sonoros da aventura, ora se transformam também em outros personagens secundários como tripulantes sem nomes. Em vários momentos, Ahab falava conosco, como se fôssemos marujos também. Sobre o piso de madeira carcomida do navio, vários baús com objetos utilizados para o desenvolvimento da estória. Gorros, livros, mapas, garrafas. E íamos entrando aos poucos no jogo, na obsessão da busca de Moby Dick. Com falas ligeiras e movimentos brutos, os atores te envolvem no labirinto cinético que lembram o sobe-desce das violentas ondas do alto mar. E a obsessão de Ahab vai se tornando também, a nossa obsessão. Saí do teatro, mareado, tonto. Um sobrevivente empolgado e inspirado.































17 Maio 2009

Capítulo Final A Infiel














Está quase! Falta pouco para finalizar o capítulo final da Infiel. As imagens estão ficando ótimas!

19 Abril 2009

Lama 1




















Editorial

As revistas pulp, ou pulp fictions foram publicadas entre as décadas de 1920 e 1950, e eram assim chamadas por serem impressas no papel vagabundo e vendidas por alguns centavos. Suas capas apresentavam normalmente uma ilustração de uma garota seminua em perigo, ou torturada por um cruel vilão. *

A despeito disso, vários escritores famosos já trabalharam em pulps, como Isaac Asimov que trabalhou entre outras na Astounding Science Fiction. Outros escritores escreveram para pulps em início de carreira, como Raymond Chandler e Dashiel Hammett.

As pulps eram um tipo de entretenimento rápido, inicialmente criada nos Estados Unidos, sem grandes pretensões linguísticas, ainda que bastante divertidas. Pode-se dizer que, em uma época sem televisão, elas ocupavam o papel que as séries ocupam nos nossos dias.

No Brasil, o fantástico permeou diversos textos da literatura brasileira desde Álvares de Azevedo. Encontramos suas marcas em Joaquim Manuel de Macedo, Machado de Assis, Monteiro Lobato, Mário de Andrade, Érico Veríssimo, Guimarães Rosa, entre outros. E também nos livros de Murilo Rubião, Jorge Miguel Marinho e J.J. Veiga.

Hoje, o gênero está permutado e misturado na cultura pop na forma de inúmeros sites, blogs e séries de tv. Crônica e fantasia se confundem numa realidade caótica que caminha na fronteira entre realidade e sonho. A internet trouxe a realidade virtual até nós. Zona limítrofe onde podemos viver situações imaginárias e visitar os não-lugares configurados por números intelectivos.

A miscelânea cultural, impressa e virtual, abriga desde os cronistas do cotidiano quanto aqueles que se aventuram pelos labirintos das estórias fantásticas; universo particular de criaturas e não-lugares.

O que você tem em mãos, estimado leitor, é um esforço coletivo cuja intenção é promover e instigar a produção de uma literatura pulp brasileira. Aos escritores e ilustradores que aqui se apresentam, foi feita uma proposta: que criassem um conto de horror, suspense ou realismo fantástico com completa liberdade temática. O resultado englobou temas muito diversos, criando assim uma edição muito rica e variada. Criaturas, psicopatas, vampiros, detetives. Todos estão presentes. Do horror ao suspense. Do realismo fantástico ao absurdo imaginável.

* Por isso a escolha da capa. Raquel Deliberali, clicada por Japa Biet. Esta imagem é ainda um estudo. A cena está sendo trabalhada pelo studio Pianofuzz.


07 Dezembro 2008

A morte do Frankenstein

Depois de Karam e Snege, foi a vez de Valêncio Xavier ir. Morreu nesta sexta-feira pela manhã no hospital São Lucas em Curitiba. Deixa assim um vácuo na literatura brasileira e paranaense.Poucos chegaram aonde ele chegou! Nos últimos tempos vagou pelos labirintos do Alzheimer, castigado pelos sintomas desta que deve ser a pior doença para um escritor. Espero que neste momento já esteja produzindo algo fantástico, esteja aonde estiver. Provavelmente, enfiado em uma biblioteca imensa em meio a arquivos e imagens que sempre quis ter conhecido. Obrigado por tudo, Frankenstein Curitibano!

22 Setembro 2008

Garoto de Aluguel (Final)

Está pronto!\o/ Vejam!




Thaís Gulin lança o clipe da música Garoto de Aluguel que faz parte do repertório do seu primeiro cd. O clipe mostra a linguagem de seu trabalho de criatividade peculiar. Em Clima Noir, o clipe dirigido pelo ilustrador e designer Fabiano Vianna e fotografado por Ivana Podolan e Bruno Zotto foi criado a partir da técnica de stop motion.

Equipe técnica:
Diretor de arte, de Cena e Roteirista: Fabiano Vianna //Assistente de Direção: Michele Franco// Diretor de Fotografia: Bruno Zotto// Fotógrafa: Ivana Podolan// Diretora de Produção: Ana Paula Cardoso// Elétrica: Toni// Making of: Gika// Maquiadora: Raquel Deliberali// Figurinista: Lil // Edição: Richard Frankl // Atores: Thaís Gulin // Maurício Saldanha // Juliana Biancato // Etiene Pellizzari Spac // Participações: Timbó Deliberali // João David // Pexe Stolz // Gabriel Menezes //

05 Agosto 2008

Making of Livro


Estou publicando lá no flickr do Crepúsculo as fotos do making of

http://www.flickr.com/photos/crepusculo/

01 Agosto 2008

Livro Impresso


Ontem finalizamos as fotografias das fotonovelas de meu livro impresso! Trabalheira do caralho! Afff Mas as imagens estão fantásticas! Consegui reunir uma equipe do caralho. Atores, produtores e fotógrafos espetaculares! Aos poucos vou mostrando e falando sobre cada um deles. Aguardem! O trabalho está apenas no começo, agora vou voltar a escrever e arrumar detalhes nos textos e depois cair na edição das imagens e diagramação do livro...

27 Julho 2008

Teaser Garoto de Aluguel 1

Este é o primeiro teaser do clipe da Thaís! \o/ Vejam! Vejam!

29 Junho 2008

Garoto de Aluguel 2

Thaís fotografa o garoto de aluguel da janela de seu studio e coleciona imagens dele com diversas clientes. Desta maneira, vive a vida daqueles mulheres e em sua mente, passa as noites na cama do mancebo.





19 Junho 2008

Saul Brass

Hoje vi o novo poster do novo filme dos irmãos Cohen,chamado Burn After Reading. Uma evidente homenagem aos cartazes insuperáveis que o artista Saul Bass criava para suspenses nos anos 50. Muito bacana!
Designer e produtor de filmes norteamericano. Bass trabalhou com alguns dos maiores cineastas de Hollywood, entre eles Alfred Hitchcock, Otto Preminger, Stanley Kubrick e Martin Scorsese.

Talvez sua abertura mais conhecida seja os créditos iniciais em animação de papel recortado de um viciado em heroína — do filme dirigido por Otto Preminger The Man with the Golden Arm.
Os trabalhos mais conhecidos de Saul Bass são as aberturas dos filmes Anatomia de um Crime, O Homem do Braço de Ouro , Psico, Intriga Internacional. Para esses e outro mais filmes, também desenhou os posters.