
Está quase! Falta pouco para finalizar o capítulo final da Infiel. As imagens estão ficando ótimas!
Blog de Fabiano Vianna, autor das fotonovelas do crepusculo.com.br

Depois de Karam e Snege, foi a vez de Valêncio Xavier ir. Morreu nesta sexta-feira pela manhã no hospital São Lucas em Curitiba. Deixa assim um vácuo na literatura brasileira e paranaense.Poucos chegaram aonde ele chegou! Nos últimos tempos vagou pelos labirintos do Alzheimer, castigado pelos sintomas desta que deve ser a pior doença para um escritor. Espero que neste momento já esteja produzindo algo fantástico, esteja aonde estiver. Provavelmente, enfiado em uma biblioteca imensa em meio a arquivos e imagens que sempre quis ter conhecido. Obrigado por tudo, Frankenstein Curitibano!


Hoje vi o novo poster do novo filme dos irmãos Cohen,chamado Burn After Reading. Uma evidente homenagem aos cartazes insuperáveis que o artista Saul Bass criava para suspenses nos anos 50. Muito bacana!
Bem, no momento estou concentrado na produção de mais um video.Este é o clipe de Thaís Gulin, "Garoto de Aluguel". A música é uma versão da clássica canção do Zé Ramalho e fala sobre um garoto de programa, claro. Escrevi um roteiro baseado numa garota voyeur que observa este tal garoto da janela do seu studio de fotografia, usando uma lente poderosa. Ela não só o observa como o fotografa com várias garotas. A segunda etapa foi desenhar todo o storyboard e depois achar as locações. A história foi fotografada numa mansão, com cenas externas no Vox e em parques e ruas da cidade.
A última etapa foi produzir as cartelas de abertura com os títulos do programa. Criei várias versões baseadas nas aberturas dos desenhos atuais que passam na Cartoon Network. Elas são bem artísticas, normalmente produzidas com traços diferentes ao desenhos. Acho que é uma forma de separar bem os momentos. Tipo"viemos da abertura, agora estamos no título do programa e agora vamos para o começo do episódio..." Em virtude dessa diferença clara, elaborei os primeiros estudos em cores, para também funcionar como uma transição entre a vinheta de abertura P&b para o video da série, que é em cores. O personagem é o próprio Rodrigo, em versão cartoon de detetive com seus lembretes auto-colantes. 
A tempestade foi a cena mais delicada e, ao mesmo tempo divertida, de fazer. A Michele conseguiu um monte de folhas bonitas no Passeio Público e então prendemos-as em fios de nylon e em estruturas criadas com cabos de vassouras. Depois veio o desafio de fazer os jornais voarem em direção ao Rodrigo. Demos um jeito deles aparecerem apenas na base do quadro, escondendo assim o braço de quem controlavá. Pilotos de jornais, arremessadore(a)s de folhas, controladores de folhas em ventania e um ventilador gigante. Pronto, estava criada a ventania! hehe


O Canal Brasil já está divulgando o programa "Procurando Quem?", para quem fizemos a vinheta de abertura! Veja as prints.


Valêncio Xavier é um dos escritores que me inspiraram a começar a criar estórias.
Minha Mãe Morrendo e o Menino Mentindo é uma espécie de álbum de lembranças montado por um velho que continua impressionado com coisas que aconteceram na sua infância: a descoberta do amor e do sexo, a relação com a mãe. "Não sei dizer o que senti quando vi minha mãe nua pela porta aberta do banheiro", ele escreve. O álbum traz fotografias, recortes, páginas do catecismo e de livrinhos de sacanagem, uma embalagem de sabonete e muitas outras imagens que ajudam o leitor a entrar na cabeça do velho e ver as coisas que o menino sentia: curiosidade, por exemplo:"Como é que o eletricista que veio consertar a luz da sala enfiava o dedo no bocal e não levava choque?"; medo: "Beijo de puta com sífilis transmite a doença e a gente fica com o corpo cheio de feridas que não cicatrizam nunca, e fica louco"; exasperação: "Eu não sei o que é clitóris!"; ou abandono: "morreu quando eu tinha 13 anos", "acho até que tinha ódio de mim seu filho, aquele que se chama Valêncio". É um livro sobre coisas que um menino e um velho não entendem e não esquecem.
Nos sete livros que compõem este Rremembranças da menina de rua morta nua, Valêncio Xavier transita pelos mais variados gêneros literários. A narrativa alterna constantemente entre o autobiográfico, o fantástico, o policial, sem nunca se fixar em um deles. A isso, o autor combina recursos gráficos: desenhos, recortes de jornal, embalagens e fotografias, criando assim uma linguagem própria, que é ao mesmo tempo moderna, inovadora e deliberadamente popular. É desse senso-comum da linguagem que Valêncio extrai a força quase poética de suas histórias. No livro que dá título a esta coletânea, por exemplo, ele se apropria de uma reportagem do extinto programa de TV Aqui e agora, com direito a vinhetas e chamadas comerciais, apenas para fazer do sensacionalismo barato matéria bruta da grande literatura. O engenhoso jogo entre texto e imagens que permeia todas essas narrativas parece remeter a um passado coletivo, que pertence às antigas salas de cinema do centro, a sábios orientais que nunca existiram e à memória de anônimos e desconhecidos, que Valêncio insiste em resgatar.
Crimes à Moda Antiga (Publifolha), o mais recente livro do paulista radicado em Curitiba Valêncio Xavier, é composto por oito contos que descrevem crimes que aconteceram no Brasil do início do século 20. O livro é um mergulho nos becos mais obscuros da alma humana. Em muitos dos contos, os assassinos matam por motivos mais ou menos insignificantes, mostrando o pouco apreço que têm pela vida alheia. Assim são os crimes causados pela cobiça dos ladrões em “Os Estranguladores da Fé em Deus” e “Gângsteres Num País Tropical”; pelo ciúme em “O Outro Crime da Mala”; pela honra ultrajada e orgulho ferido em “A Noiva Não Manchada de Sangue”; pela certeza de impunidade dada pela riqueza em “O Crime de Cravinhos”. Além disso, duas histórias de Crimes à Moda Antiga se destacam pela violência extrema. Em “O Crime do Tenente Galinha”, tanto os assassinos quanto o assassinado (o tal Tenente Galinha) chegam a níveis absurdos de maldade e agressividade. “Aí Vem o Febrônio” é uma impressionante descrição da mente de um psicopata com delírios religiosos. 






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Amanda Beninca faz a obscura garota, na fotonovela O Último Cigarro, que surge da escuridão da cidade em um ponto de embarque. Ela pede fogo, mas Mr. Writer não possui isqueiro. Num outro dia, com o isqueiro emprestado pelo amigo Madureira, ele tenta surpreender a moça, acendendo seu cigarro antes dela sumir para sempre.





